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Editorial: Quanto vale o seu voto? 

Cesar Moutinho
há 1 dia
2 min de leitura
O voto é a nossa principal arma e determinante para traçarmos o futuro de nossas vidas, dos nossos filhos e netos nesse imenso torrão de natureza incomum chamado Brasil

O voto é a nossa principal arma e determinante para traçarmos o futuro de nossas vidas, dos nossos filhos e netos nesse imenso torrão de natureza incomum chamado Brasil


Por: Cesar Moutinho


Caro e fidedigno leitor, estamos a menos de 30 dias das eleições gerais, quando, no pleito do dia 04 de outubro, elegeremos o Presidente da República Federativa do Brasil, deputados federais e estaduais e os candidatos ao Senado. O voto é a nossa principal arma e determinante para traçarmos o futuro de nossas vidas, dos nossos filhos e netos nesse imenso torrão de natureza incomum chamado Brasil. Afinal de contas, quer você queira ou quer não, tudo passa pela política.



O tabuleiro está à disposição do eleitor. É como se estivéssemos fazendo compras no hortifrúti: temos que escolher minuciosamente as melhores frutas e legumes para consumo próprio e da nossa família. Na política não é diferente. Entretanto, enquanto o "Dia D" não chega, os vendedores de sonhos ganham as praças públicas e ruas. Como num passe de mágica, os candidatos de plantão encontram soluções para resolver a questão da saúde, educação e segurança pública — sendo essas as pautas mais cobiçadas e discursadas em tom maior pela maioria dos candidatos nos palanques.


Vale tudo para conquistar o voto do eleitor. O candidato que se preza não tem inimizade com ninguém; seu desejo é ser amado por todos. Na religião, são queridíssimos no astral: eles beijam a mão do pai de santo da Umbanda e do Candomblé, do padre da Igreja Católica, dos pastores evangélicos, abraçam os budistas, apertam a mão do rico, do pobre, do preto e do branco. Sua principal moeda é o voto. Em suma: quem atira para tudo quanto é lado e para tudo quanto é alvo acerta alguma coisa e, quando acerta, acerta bem.


Todavia, não podemos "cair no conto do vigário". É preciso valorizar o seu voto. Aquele "galo" (R$ 50) ou R$ 100 reais da famigerada "boca de urna" ou do santinho espalhado pelo chão no dia da eleição — que, por um equívoco, venha a fazer o eleitor votar em um candidato que mal conhece e nunca viu — pode gerar um ato de irresponsabilidade com proporções desastrosas. Votar é coisa séria.



Para fazer a melhor escolha, é preciso separar o "joio do trigo". Tenha em mãos a biografia, o perfil e o currículo do candidato, além de suas propostas e apelo popular. Nesse imenso tabuleiro de nomes, números e siglas, não podemos nos dar ao desconforto de errar. Caso contrário, estaremos fadados a mais quatro anos de inércia por falta de políticas públicas que realmente venham atender à quem precisa. Seu voto não tem preço. Seu voto vale vidas. Até a próxima edição, se Deus quiser.

 

 

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