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Editorial: Terra planeta guerra

  • Cesar Moutinho
  • 7 de jan.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 7 de jan.



Por: Cesar Moutinho


"Marcas do que se foi, sonhos que vamos ter, como todo dia nasce, obrigado amanhecer".  Por mais que a canção de Os Incríveis nos dê uma conotação de esperança no ano que se inicia,  sofremos com as incertezas diante do quadro desolador do ano de 2025. Fica a pergunta: o quê virá pela frente no universo da geopolítica, ou melhor conflitos geopolíticos? Rússia x Ucrânia travam uma guerra na luta  por território. A Ucrânia está prestas a aderir a Otan; liderada pelo EUA. Caso isso aconteça, a Russia de Vladmir Putin ficará ainda mais apertada e isolada, militarmente e politicamente do mundo. A batalha que começou em 22 de fevereiro de 2022 registra números alarmantes. A Ucrânia sofreu 400 mil baixas, com mortes entre 60 e 100 mil civis e militares.  Outro fato estarrecedor foi o conflito na Faixa de Gaza. Os registros de vítimas fatais somam 67 mil palestinos mortos e 170 mil feridos. Em 7 de outubro de 2023, o Hamas realizou um ataque em território israelense que matou 1.200 pessoas e sequestrou outras 250. A ação gerou uma forte resposta de Israel, que passou a bombardear e ocupar a Faixa de Gaza com as Forças Armadas. A desproporção da resposta israelense, que além das milhares de mortes, destruiu casas, hospitais e escolas, gerou revolta internacional. No entanto, o Brasil não foge a regra quando o assunto é guerra. Aliás, a nossa guerra é interna, promovida por narcotraficantes e milicianos, que coincidentemente também tem a ver com a ocupação de territórios; que num passado não tão distante era controlado pelo Estado. Recentemente no Rio de Janeiro, a megaoperação realizada pelo Bope, no Complexo da Penha no combate ao tráfico de drogas, registrou 122 mortes. Para o jornalismo onde há fumaça há fogo. Trata-se da fatídica geopolítica doméstica. Rumores reconhecem que a megaoperação decidida no Palácio Guanabara teve um viés político, visando às eleições gerais de 2026. Seria oportuno sonhar e saber através da grande mídia a retomada das comunidades através do Estado e trazida junto com ele, o pool de ações: Garantia da ordem, Social, emprego, renda para jovens e adultos, afim de promover valores de cidadania. "Sonhar não custa nada". Todavia, o Estado do Rio de Janeiro vive um cenário de matança; um terror. Onde já se viu!  vende-se mais droga do que comida. Não seria minimamente sensato ceder parte do horário político para campanhas publicitárias anti consumo de drogas na tv. Aos olhos de Deus, é melhor tentar salvar vidas  do que ter que tirá-las do seio da sociedade. Dá mais trabalho, porém, é mais produtivo e louvável. Entretanto, desde que o mundo é mundo, às guerras fizeram e fazem parte do cenário na vida do ser humano na terra. Como se bastasse, o currículo bombástico de 2025, 2026 também estreou bombando. Depois de deflagrar êxito na operação fortemente armada, Donald Trump capturou Nicolás Maduro dentro da Venezuela. A ONU (Organização das Nações Unidas) repudiou o ataque. Expressou profunda preocupação contra a intervenção militar na Venezuela e fez alerta contra a violação do princípio fundamental do direito internacional que reza o seguinte termo: "Nenhum Estado deve ameaçar ou usar força a integridade territorial ou independência política de outro Estado. A era do momento deixa claro: "manda quem pode, obedece quem tem juízo". Trump já mandou o recado: "Ninguém é páreo pra nós". Bem, o todo poderoso presidente americano mira a Groelândia. O mundo está por um fio. . Até a próxima se DEUS quiser.


5 comentários


Decio Luiz
Decio Luiz
08 de jan.

Bom comentário, mas corda bamba para nós é mole, já estamos acostumados.

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Moreno Assumpção
Moreno Assumpção
08 de jan.

Excelente análise.

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Angélica Adamas
Angélica Adamas
08 de jan.

Enquanto o mundo se fragmenta em disputas geopolíticas, o Brasil sangra em silêncio numa guerra doméstica que já virou rotina. A comparação é dura, mas necessária: território, poder e vidas perdidas seguem sendo a moeda do conflito, seja em Gaza, na Ucrânia ou nas comunidades do Rio. Falta menos bala e mais Estado, com política pública, prevenção e dignidade. Sonhar não custa nada, mas ignorar a realidade custa vidas.

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Jonathan Cesar
Jonathan Cesar
08 de jan.
Respondendo a

Precisamos ter também em mente, que a centralidade do debate acerca da soberania e da autodeterminação é fundamental. É ordem do dia de todo país terceiromundista, independente do grau de desenvolvimento que alguns tenham alcançado.

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Luciano nascimento
Luciano nascimento
08 de jan.

Infelizmente na história da humanidade sempre foi assim,”manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Evoluimos em todas as áreas do conhecimento, porém não a ponto de entender que este planeta tem as configurações que está mais próximo da nossa realidade para habitarmos.

Estamos destruindo nossa casa em prol do desenvolvimento de bens que não levaremos e que um simples desiquilibrio natural ou de ação antrópica irá destruir tudo ,inclusive o bem maior a vida . Todavia não cabe cair no jogo ideológico que empobrece nossa existência e nossa evolução .

Os EUA ,a Rússia ,a China e outras nações também desrespeitam a Corte Internacional de Justiça (CIJ) criado em 1945 no pós guerra . Assim como ditadores sociopatas sanguinários…


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