Coluna A Loba JP: Izabel Moutinho
- Cesar Moutinho
- há 24 minutos
- 3 min de leitura

Belíssima ela carrega à tiracolo, o bom humor incomparável; o seu cartão de visitas
A Loba JP, edição 419 vem do seio familiar dos Moutinhos. Assim como Deus mediu milimetricamente o ângulo da terra, generosamente presenteou à Izabel Moutinho; medidas anatômicas que desafiam o seu tempo de vida. A protagonista desse espaço feminino está estreando a casa dos 60 anos de idade, mas nem por isso perde seu espírito jovial. Belíssima, ela carrega à tiracolo, um bom humor incomparável; o seu cartão de visitas. Família? sua prioridade. A Loba JP em cartaz, chega no pedaço e bota banca reunindo um misto de sabedoria, resiliência, auto estima, entre tantas outras qualidades nessa pequena grande mulher.
JP: Qual foi o maior desafio enfrentado que você entende como fundamental para mulher que se tornou?
Loba JP: Foi justamente enfrentar todas as barreiras como mãe, mulher e profissional, sem se corromper, e saber acima de tudo, do papel que tenho como referência em todos esses aspectos;
JP: Mulheres acima dos 40 anos, sofrem com a diminuição do libido. Você já sentiu o peso da idade?
Loba JP: Normal. A diminuição do libido faz parte do ciclo de vida da mulher. O humor altera e o tesão diminui. É factual, entretanto, sabendo controlar passa logo. Já pulei essa fase. Tô de bem com a vida;
JP: Como notou mudanças hormonais durante os 40 e 50 anos?
Loba JP: A mudança é notória e a idade chega para todas nós. Todavia, compenso fazendo esporte, adotando uma boa dose de bom humor;
JP: Como você cuida da sua saúde emocional durante essa fase da vida?
Loba JP: Cuido da minha saúde emocional falando com Deus. Meu irmão é meu confidente, não guardamos nada um para com outro. Do tipo refúgio emocional. Coloco tudo pra fora e auto-questiono tudo que faço;
JP: A maturidade lhe aprisiona ou te liberta?
Loba JP: A maturidade me liberta, é claro. Se é uma coisa que sempre tive é liberdade de pensamento. Óbvio, com discernimento, aliás, nem tudo pode ser externado;
JP: Quais são as dores e as delícias que a maturidade lhe traz?
Loba JP: As dores vão sempre existir por conta das perdas irreparáveis, por mais que sejamos felizes. Isso mexe com a minha sensibilidade, é inegável. Contudo, ter a oportunidade em vida de ver meus filhos: Izabela e João Vitor bem, sabendo o quanto eles me têm como referência; não tem dinheiro que pague. Ah...não posso esquecer da cereja do bolo: a minha netinha Didi; a melhor coisa do mundo. Privilégio;
JP: Você tenta se reinventar?
A Loba JP: Eu não tento, eu me reinvento o tempo todo. Gosto do novo desde que seja sempre saudável;
JP: Como você define o sucesso?
A Loba JP: É preciso adotar conhecimento e saber o que está fazendo no talento. Adotando esse conceito, o sucesso chega;
JP: Qual o melhor conselho que você recebeu e que gostaria de passar adiante?
A Loba JP: Foi da minha mãe. "Você não é melhor do que ninguém e ninguém é melhor do que você. Se valorize sempre". Até hoje trago esse ensinamento comigo;
JP: Quando você foi mais feliz?
A Loba JP: O nascimento dos meus dois filhos, foi de arrepiar, entretanto, o anúncio da gravidez da minha filha ao telefone comigo, provocou-me um mix de reações: emoção, felicidade, êxtase. Querem saber? consegui sobreviver;
JP: Você conquistou seu espaço e disse porque veio ao mundo. Você faria tudo de novo?
Loba JP: Lógico que faria; porque uma das coisas que tenho é atitude e não me arrependo de nada que me proponho a fazer.





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