Copa do Mundo: Espanha vence Argentina na prorrogação e conquista o bicampeonato mundial
- Cesar Moutinho
- há 23 horas
- 4 min de leitura

Pedro Porro cruzou para Nico Williams, ele cabeceou para trás e Ferrán Torres marcou; Espanha 1X0, o gol que de deu o bicampeonato a seleção espanhola
A Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 e se sagrou bicampeã mundial neste domingo, 19. O jogo no estádio de Nova York e Nova Jersey foi para a prorrogação após empate sem gols no tempo regulamentar. No tempo extra, Ferrán Torres chegou ao gol da vitória e do título da Roja. Na última dança de Lionel Messi, foi Lamine Yamal e companhia quem sorriram por último.
O controle da partida foi completo da Espanha. A melhor defesa do torneio não deixou Messi comandar as ações da Argentina, que caiu como a França na roda de passes da La Roja. O tempo regulamentar terminou com 15 finalizações para os europeus contra nenhuma dos sul-americanos. Os hermanos ainda perderam Enzo Fernández, expulso com o segundo cartão amarelo, e jogaram toda prorrogação com um a menos. A vantagem espanhola só não foi maior por grandes defesas do goleiro Dibu Martínez.
1º tempo
Na disputa de gerações, Lamine Yamal deu a primeira cartada. Aos 4 minutos, o atual camisa 10 do Barcelona não se assustou com a dupla marcação e fez tabela com seu companheiro de clube, Dani Olmo. O jovem de 19 anos recebeu de volta e invadiu pela direita da pequena área. O chute do espanhol ainda desviou em Lisandro Martínez antes de defesa do goleiro Dibu Martínez.
Messi tentou responder ao jovem prodígio na jogada seguinte em uma infiltração na zaga espanhola, mas o goleiro Unai Simón saiu da área para cortar o ataque.
A troca de passes espanhola tomou conta da partida. Quando Nico González recebeu lançamento longo aos 17 minutos, e ainda contou com a sorte em um domínio atrapalhado de costas, parou na melhor defesa da Copa no desarme de Pedro Porro. Yamal continuou como a válvula de escape do ataque espanhol, sempre com dois argentinos na marcação, optando por falta como fez Tagliafico aos 28 minutos.
Mas foi com uma troca de passes pelo meio, que Oyarzabal fez Dibu Martínez trabalhar. O artilheiro espanhol no Mundial chutou de primeira de fora da área aos 38 minutos e o goleiro caiu para encaixar a defesa. O lateral Cucurella também assustou com chute cruzado aos 42 minutos que passou perto da trave argentina. Já nos acréscimos, o argentino Julián Alvarez, apagado no primeiro tempo, recebeu lançamento longo, e novamente Unai Simón atuou como líbero para tirar o perigo. Ainda antes do fim do primeiro tempo, o técnico Lionel Scaloni perdeu Lisandro Martínez por aparente lesão, e Otamendi entrou no lugar do companheiro.
2º tempo
Por conta do show durante o intervalo, os jogadores ficaram nos vestiários por 27 minutos, diferente dos 15 minutos tradicionais.
A Espanha chegou cedo no ataque com menos de um minuto. Alex Baena interceptou passe errado da defesa argentina e chutou fraco de fora da área, facilitando a defesa do goleiro. Paredes, que entrou no lugar de Nico González, tomou um cartão amarelo aos 7 minutos por empurrar Dani Olmo em um princípio de confusão.
Em jogada de ataque rápida e bem construída, Oyarzabal e Fabián Ruiz chegaram na entrada da área aos 9 minutos, porém, não se decidiram na hora da finalização e os argentinos desarmaram. No lance seguinte, os espanhóis chegaram com perigo. O zagueiro Cubarsí fez um lançamento longo para Dani Olmo que cruzou para o meio da área. Cucurella já se ajeitava para finalizar, quando Montiel cortou no momento exato. O goleiro Dibu Martínez trabalhou mais uma vez aos 18 minutos, em chute de Dani Olmo, e aos 21 minutos, em cabeceio de de Ferrán Torres, que entrou no lugar de Oyarzabal.
O técnico Lionel Scaloni precisou fazer sua terceira e última pausa para substituição aos 25 minutos do segundo tempo, por conta de lesão de Romero. O treinador ainda tirou De Paul, para Medina e Simeone entrarem. Os jogadores vindo do banco mais ofensivos entraram como possível escape para a Argentina, que não tinha finalizado uma vez sequer até então.
Mesmo com novas opções de ataque argentino, foi a Espanha que chegou mais perto de abrir o placar e tomou controle do jogo. Pedri teve chance aos 30 minutos e chutou em cima do goleiro adversário. Os zagueiros Cubarsí e Laporte também tiveram chances em chute de fora da área e cabeçada, respectivamente. A seleção espanhola foi empilhando chances com Ferrán Torres, Rodri e Nico Williams parando no goleiro.
A Argentina, que não liderou um jogo de mata-mata até aos 45 minutos do segundo tempo nesta Copa, teve uma escapada pela esquerda com Simeone. Mas no lance seguinte, a situação da Albiceleste piorou: Enzo Fernández fez falta em Cubarsí e levou o segundo cartão amarelo. O primeiro tinha sido por reclamação.
No último lance do tempo regulamentar, Yamal teve chance em cobrança de falta frontal, para nova defesa de Dibu Martínez. A Argentina respirou aliviada diante do completo domínio espanhol. Os hermanos terminaram os 90 minutos mais acréscimos com zero finalizações.
Prorrogação
Com um a menos, a Argentina contou com novo milagre do seu goleiro para manter o empate. Aos 3 minutos do tempo extra, Pedri lançou para Nico Williams cabecear e Dibu Martínez fazer difícil defesa. Em seguida, o gol espanhol até saiu com Williams, porém, foi anulado por falta de Merino em Otamendi logo antes. Quando Martínez não alcançaria, Merino cabeceou para fora. A superioridade espanhola não se transformou em gols na primeira etapa da prorrogação.
E se a Argentina conseguiu empurrar até onde pôde o empate que levaria aos pênaltis, bastou 40 segundos na volta da prorrogação para a Espanha, enfim, colocar a bola no fundo da rede. Pedro Porro cruzou para Nico Williams, ele cabeceou para trás e Ferrán Torres chegou chutando. Com raiva, ignorando Dibu Martínez, o centroavante abriu o placar para os espanhóis. O atacante chegou a marcar o segundo em um contra-ataque, porém, estava impedido.
Apagado até então, Messi tentou comandar a reação argentina e finalizou pela primeira vez pela sua seleção em um chute mais para um cruzamento. Tagliafico ficou perto do empate em cruzamento Tagliafico ficou perto do empate em cruzamento de Simeone, mas foi travado pela defesa espanhola. Simeone teve uma chance em cobrança de escanteio, já nos acréscimos, e mandou por cima do gol, naquela que foi apenas a segunda finalização argentina no jogo. Não foi o suficiente. Pelo mesmo placar do título em 2010, a Espanha voltou ao topo do mundo.