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Artigo: Bilac na Viradouro

  • Foto do escritor: Julio Moutinho
    Julio Moutinho
  • há 19 horas
  • 2 min de leitura

Salve o Senhor Moacyr da Silva Pinto, o nosso Mestre Ciça! Baluarte e trabalhador do samba, pelo samba e para o samba há mais de meio século
Salve o Senhor Moacyr da Silva Pinto, o nosso Mestre Ciça! Baluarte e trabalhador do samba, pelo samba e para o samba há mais de meio século


Por: Celso Lopes

Por volta do início do século XX, um proprietário fluminense, incapaz de perceber a riqueza de sua terra em estado nativo, desejou vendê-la. Pediu, então, que Olavo Bilac redigisse um anúncio para atrair compradores. A descrição do poeta foi tão magistral e sensível que revelou ao proprietário uma beleza antes invisível. Diante de tamanha beleza e do senso de pertencimento despertado pelas palavras de Bilac, o proprietário desistiu da venda, maravilhado com a singularidade de sua própria história. E aí, a Viradouro chegou! O enredo 'Pra cima, Ciça', que de início despertou curiosidade sobre como seria o resultado — mesmo diante da grandeza de seu homenageado — surpreendeu a todos positivamente. O sucesso baseou-se na confiança, na coragem e no comprometimento das pessoas que constroem essa escola vencedora. Todos foram iluminados pela sensibilidade de Bilac para desenvolver um Carnaval majestoso, vibrante e vitorioso. Nele, os sambistas se sentiram representados e se reconheceram como protagonistas e verdadeiros donos da maior festa popular do mundo, vendo à sua frente o nosso querido 'Caveira' conduzir a batucada que faz vibrar o Ilê (a terra), despertando as energias pulsantes de nossos ancestrais com força e alegria. Arerê! Nós, sambistas, precisamos nos habituar a falar de nós mesmos. Nossas histórias são riquíssimas, vitoriosas e colaborativas; elas produzem cultura, aprendizado e alento.


Salve o Senhor Moacyr da Silva Pinto, o nosso Mestre Ciça! Baluarte e trabalhador do samba, pelo samba e para o samba há mais de meio século. Ele é o protagonista que quebrou paradigmas e transformou a simplicidade de um mestre em uma explosão de emoções, luzes, cores e lágrimas de alegria pelo reconhecimento na maior passarela da Terra. E dobrem o couro para o grande mestre!! Salve o Campeão, simples e belo como descrito no conto de Olavo Bilac!! Celso Lopes.


Celso Lopes, o Celsinho, é Especialista em Gestão Pública Municipal e Metropolitana pela UFF - Universidade e pela ENAP - Escola Nacional de Administração Pública, respectivamente, sambista de berço, Vascaíno convicto, Ex - Conselheiro Tutelar de Duque de Caxias (2006-2013), Consultor Público, Ativista Cultural e amante deste município.


3 comentários


Marcelo Lima Oliveira
Marcelo Lima Oliveira
há 5 minutos

Excelente matéria deste duquecaxiense apaixonado pela cultura nacional. Vindo de Celso Lopes não poderíamos esperar coisa pequena.

Tenho a plena certeza de que O Patrono fez uma das melhores aquisições para o time.

Parabéns ao jornal, parabéns ao Celsinho!

Sucesso a todos.

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Geraldo Bastos
Geraldo Bastos
há 2 horas

Que texto maravilhoso. A gente precisa de mais pessoas escrevendo dessa forma. A analogia com Bilac e a poesia da narrativa qualifica ainda mais as opiniões sobre o desfile e conquista da Viradouro. Parabéns!!!

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bruno aguiar silva
bruno aguiar silva
há 4 horas

Belas palavras meu amigo, essa comparação com o conto do poeta foi magistral. Transformar algo simples ou uma pessoa simples, mas com uma história grandiosa em um espetáculo para o mundo ver é preciso ter muita sensibilidade, respeito , criatividade para que o público enxergue através dos olhos do artista. Parabéns a Viradouro por nos proporcionar esse show e parabéns ao mestre Ciça, reliquia viva e baluarte do Carnaval.

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