Editorial: O Brasil ainda é o país do futebol?
- Cesar Moutinho
- há 2 dias
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"Pra cima deles Brasiiiil!!!! "Quem foi rei nunca perde a majestade"
Por: Cesar Moutinho
Globalizado, o futebol da 23ª edição da maior Copa do Mundo de todos os tempos — realizada em três países-sedes (Estados Unidos, Canadá e México) e reunindo 48 seleções — vem apresentando surpresas, as chamadas "zebras". E não era de se estranhar: a grande maioria dos jogadores não joga em seus países de origem; eles defendem ligas internacionais na Europa, nos EUA e no mundo árabe. A seleção brasileira, por exemplo, tem apenas sete jogadores atuando no Brasil e 19 no exterior. Já a seleção do Haiti, é a recordista, não tem nenhum jogador da liga nacional — lembrando que os haitianos enfrentam problemas severos de ordem estrutural, social e cívica. Diante desse cenário globalizado do maior evento esportivo mundial, o Brasil ainda mantém a sua hegemonia no futebol? Bem, os críticos de plantão ensaiam seus pitacos do tipo; França, Espanha e Argentina são as top do momento. Todavia esquecem que o futebol é uma caixa de surpresa: A poderosa Alemanha foi despachada pelo Paraguai, a Argentina passou sufoco contra Cabo Verde. Agora, voltando a pergunta sobre a hegemonia do futebol brasileiro, sabemos que do Oiapoque ao Chuí, a pergunta ganha ênfase, tendo em vista os técnicos de plantão, até porque cada um tem o seu time titular ideal. Discussões à parte, passamos da primeira fase em primeiro lugar do Grupo C: empatamos com Marrocos em 1 a 1 e vencemos Haiti e Escócia pelo mesmo placar de 3 a 0. Depois, encaramos o Japão num jogo sofrido. Brado, retumbante, resiliente, na raça, Brasil virou para cima dos asiáticos no segundo tempo e o gol da vitória só veio nos acréscimos, final 2X1, vencemos. Ufa! chegamos às oitavas de final, agora falta menos do que faltava para a seleção de Carlo Ancelotti — o primeiro técnico estrangeiro a dirigir a seleção brasileira. Meu caro e fidedigno leitor, eu poderia até me dar por satisfeito: vibrei com Pelé, Jairzinho, Tostão, Gérson e Rivelino no tricampeonato, aos 10 anos de idade, em 1970; fui ao êxtase na conquista do tetra com o talento do baixinho Romário, em 94; enlouqueci com a conquista do pentacampeonato mundial protagonizado por Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo, em 2002. Mas quer saber a bem da verdade? Eu quero mais: eu quero o hexa! O Brasil cresce jogo a jogo na competição. Daqui para frente é "teste para cardíaco", todavia, temos Vini Jr. voando, coadjuvado pela excelente aplicação tática e técnica do coletivo. Que venha a Noruega. Pra cima deles, Brasil! "Quem foi rei nunca perde a majestade". Até a edição 424, se Deus quiser.



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