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A Loba JP: Karina Costa

  • Cesar Moutinho
  • há 1 dia
  • 4 min de leitura

Chega uma fase da vida que já não temos muito tempo a perder, não importa tentar agradar ninguém em buscar aprovação, mas realizar as metas da vida
Chega uma fase da vida que já não temos muito tempo a perder, não importa tentar agradar ninguém em buscar aprovação, mas realizar as metas da vida

A advogada karina Costa protagoniza a Coluna Loba JP, edição 420 no site: opatrononews,combr. Veja no detalhe, perguntas e respostas de quem sabe o que quer e sabe o que está fazendo:


JP: Qual foi o maior desafio enfrentado que você entende como fundamental para mulher que se tornou?

Loba JP: Desenvolver autoconfiança e autoestima. Com a maturidade, você compreende o real significado de realização, seja pessoal ou profissional, que caminham juntas. É preciso sempre ter metas e objetivos, mas respeitar o seu tempo e valorizar tudo que construiu, com gratidão;

JP: Mulheres acima dos 40 anos, sofrem com a diminuição do libido. Você já sentiu o peso da idade?

Loba JP: Sim, mas sinceramente, a questão da libido não dá para identificar se é da idade ou do cansaço da vida corrida mesmo. A mulher percebe as alterações, refletidas na pele, no corpo, no humor, na disposição. É como se começasse uma luta contra o tempo para tentar minimizar os impactos inadiáveis, e é preciso se cuidar, emocional e fisicamente;

JP: Como notou mudanças hormonais durante os 40 e 50 anos?

Loba JP: Irritabilidade e cansaço, principalmente;

JP: Como você cuida da sua saúde emocional durante essa fase da vida?

Loba JP: Pratico yoga para organizar a mente e reestabelecer o equilíbrio, alongamento matinal e noturno, medito e me presenteio com coisas que gosto; viagens, momentos em família, etc;  

JP: A maturidade lhe aprisiona ou te liberta?

Loba JP: liberta, até demais. Chega uma fase da vida que já não temos muito tempo a perder, não importa tentar agradar ninguém, nem buscar aprovação, mas realizar as metas da vida, sem se preocupar com julgamentos ou críticas. Me considero uma pessoa muito bem resolvida quanto a isso;

JP: Quais são as dores e as delícias que a maturidade lhe traz?

Loba JP: As dores são as consequências físicas, a coluna começa a dar sinais, o joelho a estalar, você começa a temer encarar desafios que sempre encarou facilmente. A delícia é colher os frutos do que plantou, se ver com uma família, filhos saudáveis, bem sucedida, condição de realizar os sonhos que lhe pareciam tão distantes, olhar para trás e ver um longo caminho percorrido e ter a sensação de que deu tudo certo;

JP: Você tenta se reinventar?

A Loba JP: Sempre, sou uma aquariana nata, gosto de novidades, mudo de opiniões, não consigo guardar mágoas e rancores de questões resolvíveis, me comunico com assertividade e estou sempre buscando novos objetivos de vida, e quando um caminho não dá certo, não tenho problemas em “recalcular a rota”;

JP: Como você define o sucesso?

A Loba JP: Sucesso é ter amor, família, saúde, é ter seus pais vivos e saudáveis, ter filhos saudáveis e poder replicar o que aprendeu, ter um trabalho que ama e dom no que faz, é ser referendado(a) e reconhecido(a) na sua área espontaneamente, sem precisar se impor ou sobrepor a ninguém, é alcançar objetivos, poder retribuir aos seus pais tudo que fizeram por você, em atos. É poder viajar, conhecer lugares, pessoas, viver bons momentos, comer bem, não ter dívidas, nem viver de aparências; é ser o que é e ter o que têm e sentir-se grato(a) e realizado(a);

JP: Qual o melhor conselho que você recebeu e que gostaria de passar adiante?

A Loba JP:  Ah, muitos, ao longo dos anos. Minha mãe me criou dizendo: “o melhor marido é um bom trabalho”, sempre me mostrando que o casamento é importante, mas a independência financeira da mulher é fundamental; “quer como eu quis, faça como eu fiz”, a criação se constrói pelo exemplo, não por teorias, e que cada um deve construir o seu caminho, não olhar para o lado; algumas pessoas comparam suas vidas, outras veem o resultado e nem imaginam o percurso. Mas o mais bonito de todos é: “o bem que te fazem, passe adiante”. Todos temos uma função social. Gratidão é retribuir;

JP: Quando você foi mais feliz?

A Loba JP: Quando me tornei mãe. Por duas vezes experimentei esse sentimento. Mesmo trabalhando muito, sem pausa (eu nunca soube o que é resguardo), a vida parou, e eu vivi intensamente meus filhos, amamentei ambos até os 2 anos de idade (o lado bom de ser autônoma);

JP: Você conquistou seu espaço e disse porque veio ao mundo. Você faria tudo de novo?

Loba JP: Em geral, sim. As mesmas escolhas pessoais e profissionais, não carrego qualquer arrependimento ou dúvida. Encontrei o amor e me casei na hora certa, com a pessoa certa, risos, o Max é um parceirão, e merece um prêmio por embarcar em todas as minhas loucuras! Mas eu teria levado mais a sério os estudos antes de ingressar na faculdade, quando foi minha real “virada de chave”. Sobrevivi a duas faculdades concomitantes, criei hábitos e rotina da noite para o dia, sofri. Mas tudo que vivi, encarei como aprendizado, me fortaleceu, e hoje valorizo cada processo. Organização financeira também é algo que eu gostaria de ter aprendido desde o início da carreira.

 

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