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Editorial: extra! extra! o Jornal O Patrono faz 38 anos de história

  • Cesar Moutinho
  • 6 de jun.
  • 3 min de leitura

Enquanto houver a mente e o sangue de um Moutinho, o Jornal O PATRONO estará vivo
Enquanto houver a mente e o sangue de um Moutinho, o Jornal O PATRONO estará vivo

Por: Cesar Moutinho


Eu nasci há 38 anos, precisamente no dia 13 de maio de 1988. A data celebrava o centenário da Abolição da Escravatura. Naquele mesmo ano, a Unidos de Vila Isabel conquistava com méritos o título de campeã do carnaval carioca com o enredo sobre Zumbi dos Palmares. Não posso negar! o samba e o jornalismo sempre estiveram juntos comigo; é a minha "onda".


Memórias à parte, a verdade é que a primeira edição do Jornal O PATRONO foi produzida em linotipo — uma máquina de composição que permitia fundir linhas inteiras de texto em blocos de chumbo por meio de um teclado, substituindo a lenta montagem manual de letras móveis. Em efervecência, o jornalismo resguardava vários e nomes emblemáticos na cidade de Duque de Caxias. Não posso me furtar de listar nomes como o de Carlos de Sá Bezerra, da revista Caxias Magazine, o decano da Baixada Fluminense; o polêmico e irreverente amigo Geraldo Borges, do DC News que editava a coluna "A Boca do Povo", era um furdunço. É lista que segue: o jornalista Nélio Menezes; Julio Magalhães do Panorama; Paulo Apocalipse, do Classi-Shok; Castrinho; Idelmar; Alonso Del Moura e Oswaldo do Jornal Independente (hoje liderado pela sempre amiga Sandra), Guedes do Jornal Baixada Fluminense, Ruyter do Jornal Folha da Cidade, entre outros nomes de grande relevância para o jornalismo de Caxias. Hoje dividimos o espaço com os jornais: O Capital, Imprensa, O planeta Baixada e O Municipal que voltou a ser editado recentemente. Todos, sem exceção, o que poderiam ser taxados de concorrentes — posso admitir com um gosto bom de saudade — foram, e continuam sendo meus colegas de trabalho.


Nessa trajetória, vivenciamos governos e desgovernos que por aqui passaram; entretanto, o maior desafio foi adaptar-se às mudanças. Por um bom tempo vivemos no analógico, chegamos à era da internet e hoje a IA (inteligência artificial) toma conta da vida social, cultural e educacional, mudando, sem pedir licença, a rotina dos negócios em todo o mundo, sobretudo com o jornalismo, mostrando a realidade digital; notícias em tempo real.

Em meio às inovações revolucionárias que impactam a vida profissional, confesso estar pronto para o que der e vier. Acompanhando a evolução do tempo, migramos para a versão online e lançamos o site de notícias opatrononews.com.br durante a pandemia da Covid-19. No veículo digital, publicamos matérias em tempo real que, simultaneamente, são integradas às nossas ferramentas digitais. Contudo, podemos destacar que o mix da nossa mídia permite um alcance cada vez maior para os nossos parceiros anunciantes.


Não posso deixar de mencionar a minha equipe, a quem estendo o meu abraço: ao jornalista Agnaldo Barros Lima, membro do Greenpeace; e ao chargista e professor de artes plásticas da rede estadual de ensino, David Santos. Aos Jarso (saudoso) e George Fant que deram imagens à uma enxurrada de fatos publicados. Ao meu filho Julio Cesar Moutinho, em especial, a quem rendo todas as homenagens. Juntos enfrentamos sol, chuva e tempestades, aprendemos com as quedas, mas não passamos do chão, e não passamos do chão mesmo, Como haveria de esquecer daquela queda da moto, quando entregávamos exemplares na Rodovia Washington Luiz, ufa! o nosso copy desk Jonathan Moutinho, meu filho caçula, o nosso corretor humano. E à minha filha e "coringa", Juliana Clara Moutinho, responsável pelas redes sociais. O tempo não para e também não tira férias, por essa razão pasmem.


Meu neto Pedro Moutinho, ao chegar do colégio, apresentou-me um texto redigido por ele sobre feminicídio e perguntou-me; o que eu achava. Disse a ele: "Está ótimo, porém, nada está tão bom que não possa ser melhorado". Já a minha neta Maria Luíza, de apenas 10 anos, escreveu uma música com melodia, arranjo que me deixou impactado. Querem saber? a nova geração bate à porta com requinte profissional e criativo.


Meu caro e fiel amigo leitor, entre o criador e as minhas criaturas, o legado está sendo escrito nas entrelinhas da nossa história jornalística. Portanto, fico feliz em afirmar: enquanto houver a mente e o sangue de um Moutinho, o Jornal O PATRONO estará cada vez mais vivo. Até a edição 423 se Deus quiser.

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